Quem tem doença autoimune produz menos anticorpos contra a vacina

Essa é uma das dúvidas dos pacientes com doenças autoimunes antes da vacinação. A resposta anterior é que não tínhamos como ter certeza disso. Agora temos um estudo que abordou exatamente isso. O COVARIPAD.

No entanto, alguns pontos são relevantes:

  1. O estudo ainda não foi publicado, é um pré-print
  2. O estudo é pequeno e por isso tem pouca confiabilidade
  3. Menos anticorpos não necessariamente significa menor proteção
  4. E se produzir menos anticorpos? Vai mudar alguma coisa?

No vídeo abaixo eu respondo essas dúvidas. Não esqueça de compartilhar e deixar seus comentários.

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O que é uma doença autoimune?

O que é uma doença autoimune?

Doenças autoimunes formam um grupo de doenças caraterizados pela perda da tolerância do sistema imune aos nossos próprios tecidos e células. Desta forma, o sistema imune que deveria nos defender destruindo microorganismos invasores, passa a atacar nossos órgãos provocando inflamação.

Sobre a fala de Nise Yamaguchi na CPI

Sobre a fala da Dra. Nise Yamaguchi. Que afirmou não ter se vacinado pois o fato de ter doença autoimune seria impeditivo. Nesse vídeo explico porque está incorreta essa informação!

6 sintomas de doenças autoimunes

Doenças autoimunes podem começar de formas muito semelhantes, neste vídeo falo sobre os seis sinais mais frequentes vistos em pacientes com doenças autoimunes.

Quem apresenta estes sintomas não necessariamente tem alguma dessas doenças. Afinal, estes sintomas também podem aparecer em outros doenças. Fique ligado e compartilhe para ajudar mais pessoas.

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ESCLEROSE SISTÊMICA

O que é Esclerodermia?

    A esclerodermia é um termo utilizado para descrever a presença de espessamento e endurecimento da pele. A esclerodermia é a marca principal de um conjunto de desordens esclerodermicas. A doença pode ser apenas localizada em regiões da pele ou pode se associar com lesões em orgãos internos. Quando ocorre essa associação denomina-se a doença como esclerose sistêmica.

Quais são os tipos de Esclerodermia?

    Existem dois tipos de Esclerodermia: a forma sistêmica (Esclerose Sistêmica) e a forma localizada. A Esclerose Sistêmica afeta a pele e os órgãos internos do organismo. Esta forma é quatro vezes mais freqüente no sexo feminino que no sexo masculino e incide principalmente na quarta década. A forma localizada afeta uma área restrita da pele, poupando os órgãos internos. A Esclerodermia Localizada é mais comum nas crianças.

Quais são os tipos de Esclerodermia Localizada?

     A esclerodermia limitada é dividada em duas formas: a morféia, e a esclerodermia linear. A morféia se caracteriza por placas de pele espessada  que pode aparecer em poucas ou em várias regiões do corpo. É a forma mais comum da doença localizada. Na esclerodermia linear, as áreas de espessamento da pele são em forma de linha no sentido vertical do corpo.

    A Esclerodermia localizada pode ser leve, com apenas leve atrofia (perda de tecido) da área afetada, mas em algumas ocasiões pode ser mais grave,  extendendo-se aos tecidos subjacentes (tecido subcutâneo, músculos e ossos), podendo inclusive retardar o crescimento ósseo de uma criança.

 Como é o tratamento da Esclerodermia Localizada?

    Ainda não existe cura para a Esclerodermia Localizada. Alguns medicamentos orais e tópicos podem alterar a progressão da doença; no entanto, esta afecção geralmente se torna inativa e melhora espontaneamente. A fisioterapia é muito importante para preservar a mobilidade das articulações acometidas até que haja melhora do quadro cutâneo. Naqueles pacientes com extenso envolvimento da face, a cirurgia plástica reparadora tem apresentado bons resultados.

 Quais são as manifestações clínicas da Esclerose Sistêmica?

    A principal manifestação da esclerose sistêmica é o fenômeno de Raynaud (foto), que ocorre em mais de 90% dos pacientes. O paciente com essa alteração apresenta alteração da coloração dos dedos quando expostos ao frio ou estresse. Inicialmente os dedos tornam-se pálidos ou azulados, e posteriormente podem se tornar avermelhados. As mãos e os pés são os mais afetados, mas pode também afetar as orelhas, a língua e o nariz. Além disso, pequenos cortes nas mãos podem apresentar uma cicatrização muito lenta, e por vezes evoluem espontaneamente para ulcerações. Associadas a essas alterações cutâneas também se observa na Esclerose Sistêmica, o acometimento pulmonar, gastrointestinal e cardíaco.

 Quais são os tipos de Esclerose Sistêmica ?

    A Esclerose Sistêmica é dividida em duas formas clínicas, de acordo com a extensão do acometimento da pele: limitada e difusa. A forma limitada tende a apresentar acometimento visceral mais leve que a forma difusa. A Esclerose Sistêmica Limitada freqüentemente é chamada de forma CREST. Este acrônimo significa: C de calcinose (depósitos cálcicos na pele); R de Raynaud; E de esôfago; S de esclerodactilia (em inglês, significa um afilamento que ocorre nos dedos desses pacientes); e T de telangiectasias (presença de alguns pequenos vasos visíveis sob a pele). Alguns desses pacientes com a forma limitada podem também apresentar uma condição chamada de hipertensão pulmonar. Esses pacientes podem permanecer sem sintomas ou podem apresentar falta de ar que varia de leve a bastante intensa.

Como é o tratamento da Esclerose Sistêmica?

    Até o presente momento, não há cura para a Esclerose Sistêmica, mas existem tratamentos disponíveis. Para evitar o Fenômeno de Raynaud, deve-se manter as extremidades aquecidas com luvas e meias e evitar lavar as mãos com água fria. Além disso, há algumas terapêuticas sendo experimentadas e que podem representar uma esperança para o futuro, principalmente o transplante de medula óssea.

Fonte: Uptodate. Overview  and classification of escleroderma disorders

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