Maternida e o paciente autoimune parte 3

O período após o parto

Olá, sejam bem vindos. Chegamos à terceira e última parte da série sobre maternidade e pacientes autoimunes. Nesta iremos responder as principais dúvidas que podem surgir no período após o parto, conhecido como puerpério. Você pode ver o vídeo no youtube ou ler as respostas logo em sequência. Até mais.

  1. Os medicamentos passam para o leite materno?

Em alguns casos sim. Por isso é importante saber com seu médico se no seu caso é possível amamentar. Medicamentos como opióides por exemplo passam muito, por outro lado medicamentos biológicos anti-tnf passam muito pouco.

  1. Minha doença pode reativar no puerpério?

Infelizmente pode, especialmente para aquelas mães que já não apresentavam um bom controle de doença antes de iniciar a gestação.

  1. Depois do nascimento, o que devo observar em meu filho?

Em mulheres que apresentam o anticorpo anti-ro é importante observar o surgimento de lesões de pele características do lúpus neonatal. É importante destacar que na imensa maioria dos bebês essas lesões irão desaparecer completamente após um período curto de tempo.

  1. A minipílula pode piorar minha doença autoimune?

É pouco provável que isso aconteça. A minipílula, composta apenas por progesterona, é o método mais escolhido durante a amamentação. Esse hormônio provoca pouca influência na doença.

  1. A doença pode fazer meu corpo demorar mais tempo a voltar ao normal?

Isso geralmente não ocorre. O seu corpo vai seguir o ritmo normal de um puerpério.

  1. Amamentar pode fazer minha doença reativar?

Isso felizmente não acontece, você pode amamentar normalmente. O que pode acontecer em algumas doenças e o aumento das dores devido a posicionamento, mas isso pode ser melhorado com postura adequada.

Espero que tenham gostado. Essa foi a parte 3 da série de maternidade, se você quiser saber sobre o período antes e durante a gestação veja o vídeo 1 e 2. E ajudem a disseminar esse conhecimento compartilhando. Abraços.

Maternidade e autoimunidade parte 2

Seguindo os posts sobre maternidade e autoimunidade. Nesta segunda parte as principais dúvidas para mulheres já grávidas são respondidas. Lembrando que está é uma série em três partes, confira os outros posts. Vocês podem ver o vídeo do youtube abaixo ou ler o texto em sequência.

  1. Descobri que estou grávida, o que devo fazer?

Neste caso procure assim que possível o médico responsável por seu tratamento, não tome atitudes drásticas retirando os remédios sem orientação.

  1. Existe chance da minha doença autoimune atacar o bebê?

Isso não acontece. O que pode acontecer, no entanto, é a passagem transplacentária de um autoanticorpo chamado anti-ro. Este auto-anticorpo, que pode estar presente em mulheres com lúpus ou síndrome de Sjögren e pode provocar o lúpus neonatal, que pode cursar com lesões de pele ao nascer e bloqueio cardiofetal ainda na gestação. Estas pacientes devem ser acompanhadas de perto com ecocardiograma fetal.

  1. Minha doença autoimune surgiu durante a gestação, é normal?

Infelizmente isso pode acontecer. A gestação é um período de intensas mudanças hormonais. E esses hormônios podem ajudar a efetuar uma doença autoimune que você já estava predisposta a ter.

  1. Qual é a melhor via de parto?

A via de parto geralmente não é determinada pela doença autoimune e sim por características da mãe e do bebê. Uma atenção especial precisa ser oferecida a mão com as espondiloartrites, um grupo de doenças que afeta a sacroilíaca, uma articulação que muda muito durante o parto e gestação.

  1. Tenho risco de abortar?

Existe uma doença chamada síndrome do anticorpo antifosfolípide que aumenta o risco de abortos. Essa doença, apesar de não ser autoimune, pode vir junto de outras doenças autoimunes. Por isso geralmente fazemos exames para descobrir se a mãe tem essa condição nos períodos iniciais da gestação.

  1. Minha doença reativou, o que devo fazer?

Busque ajuda do seu médico imediatamente. Pode ser necessário iniciar medicamentos que ajudem a controlar a doença.

Espero que tenham gostado e compartilhem para ajudar a divulgar a informação. Até mais!